Oswaldo de Oliveira e o novo desafio no galo


Oswaldo já comanda seu primeiro treino no galo nesta terça-feira.


O Atlético-MG anunciou oficialmente nesta manhã a contratação de Oswaldo de Oliveira como novo treinador da equipe, substituindo Rogério Micale, demitido após a derrota por 3 a 1 para o Vitória. 


A experiência foi o principal fator para a contratação do novo comandante. Nos bastidores do clube mineiro, era ventilado a hipótese de deixar o auxiliar Daniel Giacomino até o fim da temporada, e contratar alguém depois do Brasileiro para a temporada seguinte, mas com a proximidade da zona do Rebaixamento, os dirigentes chegaram à conclusão de que era necessário um treinador com bagagem para tentar salvar o ano do time.


Oswaldo, de 66 anos, tem passagens pelos quatro grandes clubes do Rio e de São Paulo, além do Cruzeiro em Minas, entre outras equipes. Conquistou alguns títulos importantes como o Brasileiro e o Mundial, logo no início de sua carreira, pelo Corinthians, entre os anos de 1999 e 2000.


No entanto, os últimos trabalhos do treinador não são tão motivadores assim. Após uma passagem considerada por muitos como boa, pelo Botafogo, entre 2012 e 2013, o treinador não emplacou nenhuma grande campanha nos outros times que passou (Santos, Palmeiras, Flamengo, Sport e Corinthians). No Flamengo, Oswaldo até empolgou no início, conseguindo bons resultados e levando a equipe a frequentar o G-4 por algumas rodadas. Os torcedores começaram a brincar que ele havia levado uma dose de "Oswaldia e alegria" pro time. Mas na reta final, acabou perdendo o ritmo e terminou o campeonato na 12° colocação. 


Em 2016, também começou empolgando no Sport, mas não conseguiu manter o padrão. Teve menos de 40% de aproveitamento à frente do Leão. Deixou o clube para assumir o Corinthians, clube em que teve mais sucesso na carreira, mas devido aos más resultados, ficou apenas três meses no cargo.


No Atlético, o objetivo a princípio, é evitar qualquer risco de rebaixamento. Depois, tentar buscar uma vaga na Libertadores. Ficar fora da principal competição continental, com todo o investimento feito, seria vergonhoso para o Galo. Apesar do elenco qualificado, o Atlético não tem padrão de jogo, e seus principais jogadores não conseguem render o esperado. 


Oswaldo sabe lidar com esse tipo de jogador, mas vai ter um tempo mto curto para conseguir implantar sua metodologia de trabalho. O fato de estar focado apenas no Brasileiro, ajuda um pouco, mas ainda assim, é um risco muito grande para ambas as partes. 


Para o Atlético, porque os exemplos recentes mostram que essas trocas constantes de treinador mais prejudicam do que ajudam (só lembrar do exemplo do Internacional, rebaixado ano passado), e para Oswaldo, pois o rebaixamento, pode atrapalhar ainda mais sua carreira, que já não andava muito em alta.

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