Encerramento da primeira rodada da Copa e abertura da segunda tem Japão surpreendendo, Nigéria vencendo a Polônia com polêmica e a Rússia praticamente classificada. Salah marca, mas não impede a derrota do Egito


No primeiro jogo desta terça-feira o Japão venceu a Colômbia, por 2 a 1. O jogo foi marcado pela primeira expulsão da Copa do Mundo 2018. Com menos de 3’ minutos, o volante colombiano Carlos Sánchez colocou a mão na bola dentro da área e foi advertido com o cartão vermelho. Na cobrança da penalidade, Kagawa converteu e colocou os japoneses na frente. Com um a menos praticamente o jogo inteiro, a equipe de José Pékerman acabou levando um nó tático dos comandados de Akira Nishino, que conseguiu conduzir o ritmo da partida. A Colômbia chegou ao empate na bola parada, com Quintero batendo falta por baixo da barreira.

Osako comemora o gol da vitória Japonesa. (Foto: Reuters)

Na segunda etapa, Pékerman colocou James Rodrigues para tentar dar mais dinâmica ao time, mas a forte marcação japonesa não deixava os colombianos terem muitos espaços. O gol da vitória, por sinal a primeira do Japão sobre uma seleção Sul-Americana em Copas do Mundo, foi de Osako.

A segunda partida do dia, entre Nigéria e Polônia, foi marcada por ser um jogo sem muita criatividade dos dois lados, e pela polêmica. As duas equipes amarraram o jogo, se estudaram muito e com isso, acabou faltando emoção. O primeiro gol da partida saiu só aos 37’ minutos, quando Gueye chutou de fora da área. O bola parecia que ia ficar tranquila para Szczesny, mas um desvio no zagueiro brasileiro naturalizado polonês Thiago Cionek acabou traindo o goleiro.

Jogadores do Senegal celebram vitória sobre a Polônia. (REUTERS/Christian Hartmann)

No segundo tempo, veio o segundo gol de Senegal, em um lance que tem gerado muita repercussão mundo afora. Aos 15’ minutos, o senegalês Niang estava recebendo atendimento fora de campo, quando o meia polonês Krychowiak deu um chutão/recuo em direção à sua área defensiva. O árbitro da partida no momento do chutão autorizou a volta de Niang, que foi em direção à bola, ganhou a dividida com o goleiro Szczesny e aumentou o marcador. A polêmica no lance se deve ao fato de muitas pessoas acharem que faltou “sensibilidade” ao árbitro da partida, autorizando o retorno do jogador que acabou tendo vantagem no decorrer da jogada.

Com seu astro, Lewandowski, pouco inspirado, ficou difícil para os poloneses buscarem a reação. O gol da equipe saiu apenas aos 40’ minutos, com Krychowiak cabeceando para o fundo das redes após cobrança de falta pelo lado direito do campo. O outro astro da partida, o senegalês Mané, também teve atuação bem discreta.

Lewandowski não conseguiu fazer a diferença para sua seleção. (Foto: Maxim Shemetov/Reuters)

Com os resultados, Nigéria e Japão lideram o grupo H com três pontos cada. Colômbia e Polônia não pontuaram.

O melhor jogo do dia ficou por conta da anfitriã. Na abertura da segunda rodada, a Rússia enfrentou o Egito, que tinha como destaque a estreia do ídolo Mohamed Salah. O craque, no entanto, ainda longe de estar 100%, não conseguiu corresponder às expectativas. Apesar do jogo ter começado bem agitado, com as duas equipes buscando o ataque, no primeiro tempo teve poucas chances realmente claras de gol.

Festa dos russos que estão praticamente classificados. (Foto: Reuters)

No entanto, o panorama mudou na segunda etapa, e logo no primeiro minuto os russos saíram na frente, com gol contra de Fathi, que tentou desviar o chute de Zobnin. Os donos da casa ainda chegariam ao segundo e terceiro gol antes dos 20’ minutos, com Cheryshev e Dzyuba. Com a vantagem no placar, os russos começaram a cadenciar mais o jogo, e o Egito foi ganhando confiança para tentar buscar uma reação histórica. No entanto, os Africanos só conseguiram marcar um gol, com Salah cobrando pênalti. A derrota praticamente elimina os faraós da competição, já que para se manterem com chances, precisam torcer para a Arábia Saudita derrotar o Uruguai amanha.

Salah comemora seu gol, no entanto, não foi o suficiente para a reação do Egito. (Foto: REUTERS/Dylan Martinez)

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