Faltam apenas três dias para estreia da Copa do Mundo da
Rússia, e eu não poderia deixar de dar meus palpites sobre quem são as
candidatas a levar o troféu do Mundial para casa esse ano. Seis seleções
(Alemanha, França, Brasil, Espanha, Argentina e Belgica) são fortes candidatas
a protagonizarem a briga pelo Título. Portugal de Cristiano Ronaldo corre por
fora, por não ter um elenco com tantas opções como as outras citadas. A Inglaterra
pode ser a grande surpresa.
De hoje (segunda-feira), até quarta-feira, véspera da estreia
do Mundial, vou fazer uma breve análise de cada uma dessas seleções citadas,
uma em cada postagem, pra não ficar algo cansativo de ler.
A primeira comentada, será a atual Campeã, que vem forte na
busca pelo bi, a Alemanha, de Toni Kross, Özil, Neuer, Thomas Müller e cia.
ALEMANHA
A grande favorita a ficar com o titulo, e atual campeã mundial,
o time comandado pelo técnico Joachim Löw se recuperou da derrota para a França
na Eurocopa em 2016, e se classificou para o torneio da Rússia de forma
invicta. Sem falar na conquista da Copa das Confederações ano passado, jogando
com uma equipe reserva. A Alemanha tem uma das melhores gerações de sua
história e uma média de idade relativamente baixa em seu elenco, com muitos
jogadores ainda jovens, mas de muita qualidade. A renovação do futebol alemão
desde a perda da Copa do Mundo em 2006, diante de sua torcida, foi
impressionante.
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| Löw está há 12 anos no comando da seleção. Trabalho rende bons frutos. (Foto: Reprodução Twitter) |
A Alemanha joga de forma organizada, gosta de propor jogo,
manter a posse de bola e tem meias que sabem quebrar muito bem as linhas de
marcação adversárias. Com Kross e Draxler em ótimos momentos, Marc Réus, que
enfim vai poder disputar um mundial, após ficar fora do titulo em 2014 por
lesão, deve acabar ficando como opção no banco. Na parte ofensiva, Löw pode adaptar
seu time conforme a forma de jogo do adversário. Se encontrar uma equipe mais
fechada e que precise explorar ataques em velocidades, Timo Werner faz muito
bem esse papel. Caso precise de uma referência dentro da área adversária, Mario
Gomez também da conta do recado.
Se no ataque a Alemanha tem muitas opções, o setor que pode
ser considerado o mais preocupante no momento é a defesa. Joshua Kimmich ganhou
muito espaço desde que deixou o meio campo e começou a atuar na lateral
direita, e tem sido peça chave da equipe, principalmente na construção de
jogadas ofensivas. Entretanto, o jogador do Bayern ainda tem muitas
dificuldades com a parte defensiva, deixando espaços pelo seu lado do campo. O
Modelo de jogo da equipe, com muitos meias de qualidade na saída de bola, acaba
sobrecarregando a dupla de zaga, Boateng e Mats Hummels, que não fizeram um bom
fim de temporada. Jonas Hector, titular da lateral esquerda, também apoia
bastante, mas ainda tem mais qualidade defensiva que seu companheiro da
direita. Khedira e Kross terão que se alternarem nas subidas ao ataque para
ajudar na proteção à zaga.
Outra grande expectativa na equipe Alemã é pela volta do
ídolo Manuel Neuer. O goleiro que perdeu praticamente toda a temporada europeia
por causa de uma lesão no pé, está recuperado e quer assumir a titularidade
novamente. Se conseguir pegar ritmo é um grande reforço pra equipe, no entanto,
o reserva Ter Stegen fez uma ótima temporada pelo Barcelona, e pode
tranquilamente ser o titular do time.
É praticamente impossível não pensar na Alemanha como uma
das quatro semi-finalistas do torneio.
Time base:
Neuer; Kimmich, Boateng, Hummels e Hector; Kross, Khedira, Özil, Draxler, Müller;
Werner. Técnico: Joachim Löw.

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