Dando sequência à série Favoritas da Copa, chegou a hora de
falar da nossa maior rival, a Argentina.
ARGENTINA
A Argentina chega à essa Copa bem menos badalada que em
edições anteriores. O Ciclo pós Mundial de 2014 foi conturbado para os
Hermanos. Três treinadores, classificação nas eliminatórias nas ultimas
rodadas, e dois vices de Copa América para o Chile, com direito até a
aposentadoria de Lionel Messi.
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| Messi e Sampaoli precisam reger a Argentina rumo às primeiras posições. (Foto: Reprodução Twitter) |
Messi a proposito, que é o grande destaque dessa seleção, e
o principal motivo para figurarem entre as favoritas. Se o camisa 10 conseguir
atuar em alto nível, pode literalmente carregar a seleção nas costas. Jorge
Sampaoli reconfigurou todo o sistema de jogo da Argentina para que o craque
possa atuar com a mesma liberdade que tem no Barcelona. Nos últimos jogos das eliminatórias
Messi conseguiu melhorar seu rendimento.
Sampaoli cria muitas expectativas pelo sucesso que teve com
a Seleção Chilena, sendo inclusive o treinador na conquista da Copa América
sobre a própria Argentina em 2015. Mas o pouco tempo de trabalho é algo que
ainda atrapalha. Contratado às pressas para evitar o fiasco de uma não
classificação, somente agora às vésperas da Copa, que Sampaoli vai poder de
fato, tentar transmitir um pouco de sua idéia de jogo para os comandados.
Se na frente tem Lionel Messi como ponto de referencia, na
defesa se concentra o setor mais preocupante da equipe. A começar pelo gol.
Romero que vinha sendo o titular no começo do ciclo, não foi convocado. O veterano
Caballero e Armani disputam a vaga, mas apesar da ótima fase do goleiro do
River Plate, o experiente Caballero sai na frente por contar com a confiança da
comissão técnica (mesmo tendo sido o goleiro que levou os 5 gols da Espanha
após substituir Romero na goleada de março, 6 a 1 para os espanhóis).
Otamendi,Tagliafico e Mercado devem ser os titulares, ficando uma duvida no ar
quanto a escalação de Mascherano. O volante que estava jogando há bastante
tempo como zagueiro no Barça, não rendeu tão bem na posição de origem na
seleção e em seu atual clube na China. Se ele for escalado na zaga, dá um pouco
mais de força defensiva para a equipe. Se o veterano for para o meio ou ficar
como opção no banco, Fazio completa o quarteto defensivo.
No meio campo, a Argentina deve escalar mais jogadores que
saibam explorar os lados de campo, já que a região central entre o meio campo e
o ataque é ocupada por Messi. Com isso, Di Maria e Meza terão uma função muito
importante, nas jogadas em diagonais. A contenção e iniciação das jogadas na
intermediaria defensiva fica por conta de Biglia e Lo Celso, que possuem muita
qualidade no passe. Banega provavelmente deve ser opção no banco, mas pode
entrar e ajudar muito no decorrer das partidas.
Esse esquema adotado por Sampoli acaba tirando a
possibilidade de ver Dybala como titular. O jogador acabou perdendo espaço no
time principal, por render melhor atuando na mesma função que Messi. Com isso,
vira opção para tentar mudar a cara das partidas na segunda etapa. Ainda no
ataque, Aguero e Higuaín disputam a vaga, mas o primeiro deve levar vantagem
nessa disputa por ser um atacante de mais mobilidade que o atacante da
Juventus.
A Argentina pode não ter a mesma imponência de outras vezes,
mas tem bastante jogadores de qualidade técnica indiscutível. Se Sampaoli
conseguiu dar uma cara de time a essa equipe nessa reta final de preparação,
podemos esperar uma competição muito forte dos nossos vizinhos.
Time Base: Caballero; Mercado, Otamendi, Fazio, Tagliafico;
Mascherano, Biglia, Meza, Di María, Messi; Aguero. Técnico: Jorge Sampaoli.

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