Favoritas da Copa - BÉLGICA



Os Diabos Vermelhos chegam com a missão de fazer história. A série Favoritas da Copa vai falar um pouco sobre a Bélgica.

BÉLGICA

A Bélgica chega a essa Copa do Mundo com uma das gerações mais badaladas de sua história. A equipe tem jogadores em destaques em grandes times da Europa, o que gera muita expectativa em seus torcedores. Sair antes das quartas-de-finais seria uma tragédia para a seleção, que deposita em Eden Hazard e Kevin De Bruyne, dois dos principais jogadores da Premier League, suas expectativas.


Martínez precisa explorar bem o potencial do elenco Belga para ir longe no Mundial. (Foto: Reprodução Twitter)
De Bruyne que por sinal, é quem mais altera seu estilo de jogo para se adaptar a formação da Seleção. O ponto fraco dessa equipe é na defesa. Os zagueiros centrais titulares até são muito bons, mas nas laterais, o país não conta com peças do mesmo nível do restante do elenco. Sendo assim, Roberto Martínez acaba adotando um esquema com três zagueiros, e dois alas, com o ponta Carrasco improvisado na ala esquerda, e Meunier, o único com características mais defensivas na ala direita. Dessa forma, De Bruyne tem que jogar mais recuado, para que Hazard possa chagar mais na área, diferente de como atua no Manchester City, onde ele faz a função que na seleção cabe ao meia do Chelsea.

Devido à fragilidade defensiva, a Bélgica se propõe a manter a posse de bola e trocar passes até conseguir quebrar as linhas adversárias, e assim, evitando também que o rival explore sua defesa. Para manter essa postura, Martínez escala um meio campo muito técnico que consegue trabalhar bem e abrir espaços para que a bola chegue com condições de finalização para Lukaku. Witsel, De Bruyne, Carrasco, Mertens e Hazard conseguem cumprir bem o que pede seu comandante no aspecto ofensivo, resta saber como irão se comportar sem a bola quando enfrentarem seleções mais fortes. Se precisar ter um meio mais consistente na marcação, tem a opção de escalar Fellaini no lugar do Witsel, já que o meia do Manchester United tem mais força física e capacidade de marcação.

Se já não bastasse a falta de opções em quantidade para a Bélgica ter uma defesa sólida, dois de seus principais zagueiros chegam a Copa após se recuperarem de lesão, casos de Kompany e Vermaelen, que teoricamente disputam a última vaga pela região central do trio de defesa, enquanto que outro zagueiro também importantíssimo, Alderweireld, além de ter se lesionado, não jogou regularmente na reta final da temporada por divergências contratuais com o Tottenham.

A não convocação de Nainggolan acaba sendo um fator negativo para a equipe. Apesar de ter problemas disciplinares, motivo pelo o qual ficou fora da lista, seria uma ótima opção para dar mais força ofensiva à equipe, principalmente em jogos contra times mais fechados, em que fosse preciso explorar sua explosão no arranque das jogadas. Outra ausência que acho que pode pesar também é do atacante Mirallas. Apesar de não estar em um bom momento na carreira, todos sabemos da qualidade que possui, além de ser bem versátil, podendo atuar tanto na função de Lukaku, quanto pela ponta ou até mais recuado no meio campo, o que daria cobertura para mais avanços de De Bruyne.

A Bélgica tem um grupo teoricamente tranquilo. Tunísia e Panamá parecem não ter muitas condições de incomodar. Claro que as Copas sempre guardam surpresas, mas tudo indica que os Diabos Vermelhos avancem junto com a Inglaterra.

Time Base: Courtois; Alderweireld, Kompany, Vertonghen; Meunier, Witsel, De Bruyne, Mertens, Eden Hazard; Romeu Lukaku. Técnico: Roberto Martínez.

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