Faltam apenas três dias para estreia da Copa do Mundo da
Rússia, e eu não poderia deixar de dar meus palpites sobre quem são as
candidatas a levar o troféu do Mundial para casa esse ano. Seis seleções
(Alemanha, França, Brasil, Espanha, Argentina e Belgica) são fortes candidatas
a protagonizarem a briga pelo Título. Portugal de Cristiano Ronaldo corre por
fora, por não ter um elenco com tantas opções como as outras citadas. A
Inglaterra pode ser a grande surpresa.
De hoje (segunda-feira), até quarta-feira, véspera da
estreia do Mundial, vou fazer uma breve análise de cada uma dessas seleções
citadas, uma em cada postagem, pra não ficar algo cansativo de ler.
BRASIL
Se esse texto fosse escrito em julho de 2016, quando Dunga
ainda estava no comando e o Brasil fora da zona de classificação para o Mundial
nas eliminatórias, talvez o teor da publicação fosse outro. Mas a chegada de
Tite, em agosto do mesmo ano, transformou radicalmente a seleção, que volta a
ser uma das grandes favoritas, mesmo ainda tendo a lembrança dos 7 a 1 para a
Alemanha em 2014 na memória.
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| Tite mudou a forma de jogar da Seleção, que volta a ser grande favorita ao título. (Foto: Reprodução Twitter) |
Com tite a seleção ganhou uma força coletiva que não era
vista desde a seleção penta campeã em 2002, comandada pelo mesmo Felipão do
fiasco de 12 anos depois. Apesar de contar com bons talentos individuais, o
comportamento tático da seleção imposto por Tite com seu 4-1-4-1 foi o motivo
da arrancada brasileira rumo à Rússia.
A seleção tem um grupo bastante homogêneo, característica de
todas as equipes comandadas por Tite. Apesar de ter em Neymar sua principal referência,
o time conseguiu render bem nos amistosos que fez esse ano sem o atacante,
mostrando uma dependência muito menor de seu ídolo que em outros tempos. Seu
companheiro de ataque é o que ainda me desagrada um pouco. Gabriel Jesus caiu
nas graças do treinador, é artilheiro da equipe na “era Tite” e tem potencial
para ser um dos grandes centroavantes do mundo logo. No entanto, não fez uma
temporada de tanto destaque no Manchester City, ao contrario de seu companheiro,
Roberto Firmino, que foi um dos destaques da grande temporada do Liverpool, e,
talvez, merecesse uma chance de começar como titular devido ao fato momento.
O ponto negativo em meio aos preparativos para o Mundial
fica por conta da lesão do lateral Daniel Alves. Um dos homens de confiança do
técnico, Daniel era um dos principais responsáveis pelo inicio das criações de
jogadas do Brasil. Com ele em campo, o lado esquerdo não ficava sobrecarregado
e Marcelo tinha mais liberdade para chegar como elemento surpresa nas inversões
de jogadas. Sem ele, caso Tite opte por Danilo como titular, quem deve ter mais
responsabilidades vai ser Willian, que terá que voltar mais pra buscar o jogo e
atrair a marcação. Philippe Coutinho deve revezar com Neymar pelo lado esquerdo
quando o atacante começar a se movimentar entre as zonas do campo.
A parte defensiva do Brasil deve se adaptar conforme o adversário.
Alisson, Miranda e Marcelo são titulares incontestáveis. Thiago Silva e
Marquinho, companheiros de PSG disputam a segunda vaga na zaga. Casemiro é o responsável
pela proteção aos zagueiros, mas tem muita qualidade na saída de bola, e
Paulinho também voltou a ser protagonista nessa nova fase da seleção. Mas
quando o Brasil for enfrentar algum adversário que proponha mais o jogo e tenha
que reforçar a marcação, o treinador pode usar Fernandinho no lugar de Coutinho,
para dar mais sustentação defensiva.
Que a Seleção não deixe o fantasma de 2014 aparecer, e possa
protagonizar um belo espetáculo na busca pelo hexa.
Time Base: Alisson; Danilo, Miranda, Thiago Silva, Marcelo;
Casemiro, Paulinho, Coutinho, Willian, Neymar; Gabriel Jesus. Técnico: Tite

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