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| Jogador Iraniano é consolado por Pepe após o jogo. (Foto: Reprodução Uol Esporte) |
Portugal mereceu se classificar? Pelo o que “jogou” contra a
Espanha, sim. Pelo o que “jogou” contra o Marrocos, não. Pelo o que NÃO JOGOU
hoje contra o Irã, de jeito nenhum.
A classificação da Espanha também é bem questionável. Fez
uma ótima partida contra Portugal, em que merecia ter ganho o jogo, mas só
ficou no empate porque naquele jogo, Cristiano Ronaldo resolver ser Cristiano
Ronaldo, e passou sufoco para vencer o Irã e empatar com o Marrocos hoje.
O Gajo que se envolveu em uma polêmica daquelas hoje. A
discussão quanto a não expulsão do Português ainda vai render muito.
Mas como o assunto aqui é o merecimento, a Copa nos mostrou
mais uma vez, que no futebol, nem sempre o justo prevalece.
Ninguém, repito, NINGUÉM merecia mais uma vaga nas oitavas
do que a Seleção do Irã.
Um time que chegou à Copa com vários problemas políticos atrapalhando
sua preparação, até sem fornecedor de material esportivo, e foi a seleção mais
guerreira até agora.
O choro dos jogadores e dos torcedores (principalmente das
TORCEDORAS que viam sua seleção jogar em um estádio pela primeira vez, já que
no Irã mulher não pode ir aos estádios ver jogo) reflete bem o quanto foi
marcante essa Copa para os Iranianos.
E vale ressaltar que foram eliminados jogando bem (dentro das suas limitações, claro). Fizeram
uma boa partida contra o Marrocos e venceram, jogaram bem contra a Espanha, mas
perderam por detalhes, e hoje, apesar dos números deixarem uma impressão de que
Portugal tenha sido superior (sempre digo que números não traduzem ao certo o
que é o jogo), tiveram mais chances claras de gol dos que os portugueses,
que tinham a posse de bola e só ficavam tocando de um lado pro outro.
Se aquela bola do Taremi aos 49’ não tivesse ido pra
fora....
Eu me emocionei vendo a emoção dos caras no final do jogo.
Mas como no futebol, nem sempre quem merece leva, o Irã ao menos sai de cabeça
bem erguida, sabendo que fez a melhor Copa do Mundo da sua história até agora.
Abraços!
Jeferson Almeida

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